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Impactos do Ácaro Varroa na Apicultura e Estratégias de Controle sem Contaminação do Mel

A Inovabee tem como prioridade a sustentabilidade e a saúde da cadeia produtiva da apicultura, reconhecendo a importância das abelhas para o equilíbrio ambiental e para a produção de alimentos. Preocupada com o impacto dos desafios sanitários, como o ácaro Varroa, a empresa busca soluções inovadoras que protejam tanto as colmeias quanto a qualidade do mel. Por isso, investe em práticas de manejo que evitam a contaminação e promovem o desenvolvimento das abelhas. O compromisso é garantir um produto puro, seguro e valorizar o trabalho dos apicultores integrados.


O ácaro Varroa destructor é considerado a maior ameaça à apicultura mundial, pois parasita a parte externa das abelhas. Originário da Ásia, ele passou da Apis cerana para a Apis mellifera, que não tinha defesas naturais contra o invasor, causando quedas severas nas colmeias (Rosenkranz et al., 2010).


A presença do ácaro Varroa em uma colônia de Apis mellifera desencadeia danos diretos e indiretos que comprometem a produtividade e a sobrevivência do enxame:


· Consumo de Corpos Gordurosos: Diferente do que se acreditava anteriormente, o ácaro se alimenta principalmente do tecido adiposo (corpos gordurosos) das abelhas adultas e larvas, e não apenas de hemolinfa. Isso reduz drasticamente a imunidade e as reservas energéticas das abelhas (Ramsey et al., 2019).


Imagem de Infestação de ácaros Varroa nos alvéolos de cria das abelhas.
Infestação de ácaros Varroa nos alvéolos de cria das abelhas. Fonte: gerada por IA.

· Vetor de Vírus: O ácaro atua como um vetor biológico para patógenos, sendo o mais devastador o Vírus das Asas Deformadas (DWV). Colônias altamente infestadas apresentam abelhas que nascem incapazes de voar e com expectativa de vida reduzida.


Abelha adulta infestada de ácaros Varroa.
Abelha adulta infestada de ácaros Varroa. Fonte: gerada por IA.

· Redução da Produtividade: A fraqueza das operárias diminui a coleta de néctar e pólen, resultando em uma queda acentuada na produção de mel e própolis.


Estratégias de Controle Sem Contaminação do Mel


Para preservar a pureza do mel e evitar resíduos químicos (especialmente de acaricidas sintéticos como o fluvalinato ou amitraz), a Inovabee recomenda métodos de Manejo Integrado de Pragas (MIP).


1. Ácidos Orgânicos e Óleos Essenciais


O uso de ácido oxálico e ácido fórmico é permitido na apicultura orgânica. O ácido fórmico é particularmente eficaz pois consegue penetrar nos opérculos das células de cria, matando o ácaro onde ele se reproduz (Maggi et al., 2016). O timol (extraído do tomilho) também é uma alternativa comum, embora seu odor forte exija cautela para não alterar o sabor do mel.


2. Controle Térmico (Hipertermia)


A termoterapia baseia-se na diferença de tolerância térmica entre a abelha e o parasita. Enquanto as abelhas suportam temperaturas mais elevadas, a reprodução e a sobrevivência do Varroa são interrompidas em calor controlado.


· Mecanismo: A colmeia ou os quadros de cria são aquecidos a uma temperatura entre 41°C e 47°C por um período determinado (geralmente 2 a 3 horas).


· Vantagem: Este método é 100% livre de químicos, não deixando qualquer resíduo nas ceras ou no mel, e elimina ácaros inclusive dentro das células fechadas (Bieńkowska et al., 2020).


Ilustração que demonstra o controle térmico ou hipertermia nas meleiras
Controle térmico ou hipertermia. Fonte: gerada por IA.

3. Manejo Biotécnico


· Corte de Cria de Zangão: Como o Varroa prefere as células de zangão (pelo ciclo de desenvolvimento mais longo), o apicultor pode remover quadros de cria de zangão antes da eclosão para retirar grande parte da população de ácaros da colmeia.


Referências Bibliográficas


Bieńkowska, M., Pohorecka, K., & Bober, A. (2020). Hyperthermia as an alternative method of control of Varroa destructor in honeybee colonies. Journal of Apicultural Science, 64(2), 235-245.

Maggi, M., Antúnez, K., Invernizzi, C., Aldea, P., Vargas, M., Negri, P., & Quintana, S. (2016). Honeybee health status in Latin America. Apidologie, 47(5), 631-654.

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